O Grão de Mostarda e o Tamanho do Meu Nada

É reconfortante a experiência de, por horas a fio, noites em claro, buscar algo de mim pra oferecer a Deus e descobrir depois de todo o tipo de tribulação e lágrimas, de males me atingindo por todos os lados, que não tenho nada para oferecer.

É muito belo olhar pra mim e me revirar do avesso pra ver se me aproveito em algo para dar àquele que tudo me deu ao longo de toda a minha vida, mas, depois de uma busca dolorosa, meus lábios fracos sussurrarem: “Senhor, eu não tenho nada, eu não sou nada”.

O nada é minha semente, meu grão de mostarda; o nada é minha fé polida e lapidada que eu planto no coração de Deus e ele faz crescer com toda a delicadeza, sabedoria e misericórdia. Essa é a fé que move a montanha do coração de Deus. A fé de quem é nada, plantada, escondida no Meu Tudo.

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