Ódio: vendo ou troco por amor

O ódio não tem outra função senão a de dar o sinal: “eu preciso ser amado”.

Uma das estranhas belezas do cristianismo é entender os gestos de agressão que os humanos fazem diariamente uns contra os outros como um verdadeiro apelo por atenção. Aquele que se sentiu atacado seja por um olhar fulminante, uma palavra furiosa ou um gélido silêncio, sabe o tamanho da ferida que ganhou neste assalto à 4 pedras nas mãos.

No entanto, cada golpe sofrido, cada gota, ainda que simbólica, de sangue derramado, traz uma ferida aberta, de cuja fenda se espera que seja jorrado amor. Aquele que agride, nada mais faz além de uma dolorosa oração clamando por algo que o cure de suas próprias chagas.

A prova por excelência desse clamor oculto: Jesus Crucificado. Por suas chagas, por suas feridas, pelas fendas abertas no seu corpo, pudemos nós experimentar do amor de Deus. Cristo se deixou ferir a fim de que tivéssemos em nós o amor necessário para retornarmos à graça de ser imagem e semelhança do Amor-por-excelência.

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