23, O Número!

Eu tinha um colega de classe, anos atrás, que tinha umas frases um pouco estranhas, mas que pra ele faziam todo o sentido. Tinha também um número que ele muito gostava de exprimir em todas as suas falas: “23”. Ele diz com gosto! “Vinte e três é o número!”. O da sorte, o preferido, enfim, ele era fã do número. Claro que o fato de ele ter nascido num dia 23 ajudava muito…

Hoje faço 23 anos. Nem tão jovem, nem tão adulto. Nem tão sábio, nem tão ignorante. Nem tão decidido, mas também nem tão confuso como pensam. Sempre há muito pra aprender, pra errar, pra entender, pra peneirar.

Alguns fatos eu gostaria de lembrar, se tiver tempo e paciência, pode dar esse presente para mim, leia aí um pouco das minhas nostalgias!

Que tal a primeira vez que cortei meu cabelo pra valer! Pois é… Eu tinha cinco anos, meu cabelo, era lindo! Enorme, enrolado! Mas minha mãe me pediu pra cortar! Foi triste! Quem me conheceu entre 2006 e 2007, viu minha rebeldia manifestada naquele enorme cabelão!

O dia em que entrei pra escola, no pré… Minha mãe me perguntava: “Quer ir agora cedo ou quer q eu te matricule a tarde?”. Eu me arrependo amargamente de ter escolhido o horário da manhã!!! Tenho sono até hoje!

Lembro de subir no alto do sofá com meu irmão. Meu pai ligava aquele pagode do “Raça Negra” no último volume, eu usava uma  parte de um “negócio” que usávamos para encher pneu de bicicleta, fazia aquele pedaço de coisa quebrada de microfone e me acabava nas noites em casa!

E o dia em que eu consegui escrever meu primeiro “S”? Foi histórico! Todos em casa aplaudiram!

Tudo bem, deixemos as lembranças tão infantis. Vamos para as mais recentes!

O dia em que entrei para a escola de música. Haviam dez vagas. Todas preenchidas. O amigo Rodolfo que estudava violão naquela época, me apresentou para o professor Washington. Não sei o que ele viu em mim, mas conseguiu me passar à frente de todos e garantir uma vaga para que eu finalmente mergulhasse no mundo mágico da música!

Anos depois, falo com orgulho e com humildade, recebi o troféu do prêmio cultural, como primeiro colocado. Quando toquei um clássico de Paulinho Nogueira.

E quando concluí o Ensino Médio como Orador da Turma! Foi uma experiência incrível!

O tempo foi passando e Deus foi me aproximando de pessoas, coisas e situações que me provaram, me recompensaram e me fortaleceram sempre mais. Tenho orgulho hoje não só escrever um “S” mas textos que são lidos por muita gente, cantar com meus irmãos para Deus pai, estar a frente de um grande projeto artístico… Mas, claro. O velho dorminhoco ainda dorme em mim! O rapaz atrapalhado, distraído, sonhador. Atrás de uma barba e de nomes que me dão, aquela criança ainda é viva e intensa e faz meus olhos brilharem todos os dias!

Um obrigado a Deus, a Nossa Senhora, à minha família e a todos os meus amigos de verdade e, principalmente, aos meus inimigos. Eles me ensinam antes de tudo como ser cristão!

OBRIGADO, pelos meus 23 anos cheios de retalhos de todos vocês! 23, esse é hoje o meu número!

Feliz Aniversário!