Revisão 2011 – Parte I

Prestes a encerrar esse ano, tenho uma grande interrogação: da pra começar de novo? E como ficam as inúmeras coisas que eu prometi realizar e nem dei início? Bem, se eu sou como todos vocês que leem isso, temos todos essa mesma questão…

Ora, a sensação de um dia novo, de um mês ou de um ano novo, nos traz uma certa esperança. É como aquela época em que comprávamos um caderno novo na papelaria, um estojo novo cheio de lápis de cor, canetinhas e outras coisas do tipo. Era maravilhosa a sensação de que estávamos num tempo novo e assim jogaríamos fora todas aquelas coisas antigas que não iríamos mais usar.

Mas acontece que nós homens, pobres mortais, esquecemos com quem estamos lidando: com o tempo. O tempo tem o poder de trazer coisas novas. Mas ao mesmo ‘tempo’, ele é sincero conosco e nos alerta a todo momento de que nós somos uma única pessoa e que não existe outras versões de nós em branco ou nunca inauguradas em lojas por aí.

O que devemos fazer então? Aquele trabalho horrível, mas necessário de revirar nossas gavetas, atrás daquilo que ficou velho e avaliar o que precisa ser consertado, reaproveitado ou o que precisa ser jogado fora. Como o carro que passa por uma revisão antes da viagem.

Vamos comigo, faltam dois dias pra nossa viagem por 2012. Me ajudem a revisar algumas coisas da minha vida.

Me senti renovado quando tive a chance de realizar mais uma vez a segunda fase da FUVEST. Me senti horrível quando vi que precisei rever meus erros, já que não passei e fiquei por duas vagas a conquistar esse grande sonho.

Vi a grande novidade de ser primeiro lugar na lista do proUni e entrar na PUC de Barueri e conhecer pessoas novas, professores novos, as matérias legais, meu ratinho no laboratório… Precisei me rever quando tive meus primeiros conflitos com colegas, professores, amigos e até ex-amigos.

Lá conheci muitos bons amigos. Quero destacar aqui a Luana (desenhos e bacon), o Otávio (reflexões filosóficas malucas), a Ana Carla (a parceria católica na facul), a Bruna (grande exemplo de garra) e, claro, a Thais, a quem desejo uma vida repleta de felicidades e de perdão.

Como toda a novidade, O Bonde, ganhou muitos integrantes, uns se apaixonaram pelo Deus que habita em cada um deles. Assim vimos o batizado do Bruno (o presidente), do Iago (meu exemplo de humildade e santidade), do Curva (grande futuro pregador) e do Felipe (o maroto mais gente boa que eu conheço do Bonde). Vimos o milagre que foi a conversão do Luiz Fernando!!!!!!

Uns se apaixonaram pela alegria do momento. Sem a força pra rever suas vidas e tomar uma decisão firme. Esses, tal qual o jovem rico do evangelho, nem o nome merecem ter citados.

Por falar em novidade, Lucas Albuquerque (Xucro) e Josemar Jesus (Ursinho) se mostraram como meus braços direitos em muito do que me propus a fazer. E merecem um grande destaque.  Sem falar nos paizões Tia Cris e Tio Lois!

Eu me vi novo quando mergulhei em tantos projetos com meus irmãos William e Cristina, e morri Judas na Paixão de Cristo 2011! Mas nascerá Julio na Paixão de Cristo 2012. Não vejo a hora de conhecê-lo!

Em agosto me uni ao Bruno e a Fernanda pela Arte! E graças a Deus é uma nova parceria que tem dado muito certo! Fernanda, graças a você, que pensa em sintonia comigo o tempo inteiro, consigo ter liberdade de sonhar coisas malucas e transformar em arte e dar sempre o máximo de mim em todas as peças e músicas que escrevo pra P.A. Obrigado!

Foi muito bom ver que tem alguém muito igual a mim que mora em BH. Com quem eu tive a oportunidade de cantar junto, ainda que pela internet, e dar a ela algumas de minhas composições e também receber algumas dela. E assim formar um tesouro de segredos virtuais. Verdadeira parceira, Laís Mota!

Se você chegou até aqui… Obrigado! Você realmente gosta de mim! hehe Vamos continuar!

Algumas pessoas se tornaram novidades mais que especiais na minha vida. Mas no meio do caminho, a decepção me abriu os olhos e foi difícil demais superar a dor de ter que me rever sozinho e começando de novo.

Foi demais me rever ‘maestro’ e ator, e escrever personagens e músicas que levaram o povo a pensar. Transformar a igreja em sala teatral, e atuar. Tendo o Espírito Santo como diretor, Maria e Jesus na Eucaristia como principais espectadores, bem pertinho!

Foi tanta coisa em 2011, que não tive tempo de resolver algumas outras… Os assuntos amorosos deixo pro ano que vem.

Lembre-se um ano novo deve vir sempre acompanhado da capacidade de rever as coisas velhas, pano novo em roupa velha arrebenta e o rasgão fica ainda maior.

Se lembrar de algo, põe nos comentários!! Faremos uma parte 2.

Feliz 2012.

Eu, cego?

Aqui vai a fala do personagem cego do Auto de Natal promovido pela Pastoral das  Artes em 23 de dezembro de 2011.

 

Conseguem me ver?
Aposto que sim…
Olhem pra mim?

Ver é um exercício magnífico!
Olhar nos olhos então? É fantástico!

Quando olho nos olhos descubro uma grandeza infinita! Que só pode ter partido de outro mundo!
Olhando nos olhos eu descubro a verdade e consigo provar o improvável: o Reino, a presença de Deus.

Os pais não olham mais os filhos. Nem os filhos os pais. Nem os irmãos e amigos.

Numa terra em que a visão perfeita é dada pelos dois olhos também perfeitos, o rei é o cego! Porque ele vê com a alma… ele vê com a fé e não depende de um sentido humano, carnal e limitado para conhecer a verdade.

Ao contrário de mim, sabe como vocês enxergam tudo isso? Sabem? Assim:

Escuridão

Seus cegos…

Jesus está em todo lugar, mas não o podem ver. Mas eu vejo! Sim, eu já posso ver! Ele está voltando! Abram seus olhos de verdade! Ele está voltando! Vem Senhor Jesus!

Eu chovo, eu choro, eu chuto.

As vezes a nuvem negra não sai de cima de nós e as vezes somos nós que chovemos insistentemente nos mesmos erros. Graças a Deus, a vida não é uma prova de múltipla escolha, pois nossas lágrimas sorteariam respostas e nossas pernas chutariam opções. Pelo contrário, a vida não se prova, se questiona e nossos sorrisos abertos iluminam como o sol o caminho que nossas pernas devem seguir.

Com licença, vou parar de chover em tantas tentativas. Assim, quem sabe o sol aparece e meus chutes se deem apenas nas pedras no caminho.Caminho, sol, chuva