Questão anulada

Mãe, o mundo está doente. Me lembro como se fosse ontem. Eram cinco letras e 90 situações em que eu tirava minha memória do estacionamento, ligava o motor do meu cérebro e voava! E na maioria delas eu fui certeiro!

O problema, mãe, é que o mundo me viu como questão. Da cabeça aos pés eu fui enfrentado. E ele me marcou. Alternativa certa. Questão morta.

Eu acertei também. E conquistei meu sonho. Mas a doença do mundo… chegou em mim. E cancelou minha matrícula na vida. A Questão foi anulada.

Senhor, Justiça e Misericórdia!

Maria…


Como não crer? Como não amar? Como não respeitar?

“Uma espada de dor, transpassará o seu coração” (Lc 2, 35)

A covardia do homem moderno e de sua falsa liberdade vem tentando excluir de sua vida a idéia de maternidade. O homem não quer mais ter nada acima de si.

Já alcançou o espaço. Já alcançou o fundo da terra. Já alcançou até mesmo o psiquismo humano.

Mas a covardia e a rebeldia do homem contemporâneo que visa tanto o progresso exterior, não alcançou e os alicerces que dão real sentido à existência! O homem é incapaz de compreender, de crer e de por em prática aquilo que foge de seu domínio científico!

Ora, se pelo Espírito Santo, o mundo foi feito mundo, o homem foi feito homem, e o sopro gerou a vida, até que me provem o contrário (já que o moderno quer por tudo à prova experimental), Maria foi coberta com a sombra do altíssimo e Jesus Cristo, nosso senhor e salvador, foi gerado.

Se quiserem  questionar, que o façam, mas que aguentem as consequências como filhos criados sem mãe, só que por escolha própria.

Maria, nós te amamos. Perdoa-lhes, pois eles não sabe o que fazem.

Os artifícios de Karol

A benção, João de Deus, João da Arte
Caro Karol
Que, tal qual, magnífico artíficie
Soube transformar o invisível, o ideal
Em aparência viva, sólida, real

Assim o fez, quando das letras dormentes
Ao despertar sua mente
Inventou palavras, poesias belas

E das cores pálidas, criou sorrisos
E dos ossos secos, reergueu os jovens
E dos quatro cantos do céu, clamou de Deus o Santo Espírito
Reesculpindo a pedra, como um novo Pedro, com as mãos chagadas de nosso Cristo.

Mas, que belo artista!
Mas, que belo artíficie!
Quando em suas mãos ele consagra o pão
E cores já não bastam para a branca hóstia esculpida por suas palavras

E a pisada uva ganha então consolo,
quando Sangue redentor se torna em suas mãos
Tais quais suas dores, lado perfurado, como o do Senhor.

E de consolado, é consolador

A antiga lança, acertada em Cristo
Moderna ficou, dando agora tiros

E os que duvidavam, questionavam Deus
Modernos ficaram, e filosofaram,
E até proclamaram: “Deus está morto!”

Mas quem viu João Paulo,
Viu também a Cristo, viu nascer perdão
E deu liberdade dentro da prisão

E João Paulo vira, logo num segundo
Bem-aventurado, inspirador do mundo

Brado agora a forte, cumpro sua ordem:
“Eu não tenho medo! Eu não tenho medo.
Pois meu coração se abre, se escancara agora
E declama a Cristo: volta, sem demora!”

A benção, João de Deus!