Desculpe-me o transtorno, estou em reformas para melhor atendê-lo

Reforma

Já viu este anúncio?

Muito comum no ambiente comercial, o alerta de reforma mantém o cliente afastado durante o período em questão. É comum encontrarmos pessoas que, após uma período crítico, viram-se nessa necessidade.

Ao menos no momento da leitura deste texto, se possível, permita-se realizar uma reforma. Pois é ruim conviver num espaço caindo aos pedaços. Que tipo de pessoas tem frequentado seu espaço? O que você tem oferecido às pessoas com quem se encontra?

Papel e caneta nas mãos: é hora de fazer o orçamento. O que é necessário? Pense nas áreas mais graves primeiro: afetividade, sexualidade, perdão,…

Depois de anotados os pontos principais, é hora de contratar quem irá executar a reforma. Aqui vai uma dica: quem melhor pra consertar o que está quebrado, que o próprio construtor? Como? Faz tempo que você não entra em contato com quem te construiu? Pois ele está te esperando…

Deus tem nos olhado com amor e compaixão durante cada segundo de nossas vidas, muito em especial nas vezes em que nos machucamos. Ele conhece o projeto, nos sabe em detalhes. Com seu papel na mão peça para que ele venha reformá-lo.

Cuidado! Toda reforma apresenta perigo de acidentes. Por isso, mantenha as pessoas que mais utilizam seu espaço em alerta o tempo inteiro. E se alguem causou estrago em você, se afaste. Pois este também deve estar precisando se reformar. O contato é desnecessário até que a reforma esteja feita e o perdão esteja dado no coração.

Esta é apenas uma dinâmica. Veja que após a reforma você estará novo. Seu sorriso será mais sincero. Seu rosto brilhará mais. Sua vida transbordará qualidade.

Pense nisso! Quando alguém vier perturbá-lo enquanto estiver nessas condições, diga sinceramente: “Desculpe-me o transtorno, estou em reformas para melhor atendê-lo”!

Espelho, espelho meu…

“Quem me dera
Ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.”
(‘Índios’ – Renato Russo)

Me detive nesses versos de Renato Russo por alguns instantes. Vale a pena analisá-lo muito profundamente.

Veja. Ao meu entendimento, a música, chamada  “Índios”, revela a aproximação invasiva da cultura européia diante da tradição indígena. A simplicidade da vida tribal foi bombardeada pela propagada corretiva do complexo cotidiano da vida ‘civilizada’.

Ora, a música perscruta o desejo do índio de que o simples seja o mais importante. Em você, existe sua beleza, seu jeito próprio de ser, sua essência. Porém, há no mundo uma propaganda pesada dizendo que para ser feliz é necessário se complementar. Então, mediante a cosméticos, roupas caras, cirurgias plásticas e outras formas de se preencher a simplicidade, é que se vai tentando padronizar o ser humano, muito em especial os jovens.

Para tentar nos convencer de nossos ‘defeitos’, mostram-nos, então, espelhos. Artistas famosos, cantores teens, músicas que desvalorizam a mulher, a pressa do fast food, toda uma cultura alicerçada no ateísmo, na ausência de um ser superior, de um Deus.

Falta-nos ter o olhar preciso do índio para enxergar a doença em que vive o mundo.

Entre num site jornalístico. Veja as categorias das mensagens cotidianas. Notícias vazias. Olhe os ídolos. Cantores, em vezes, péssimos, mas por uma beleza artificial, por músicas que falam o que o corpo quer ouvir, não o que alma necessita pra se curar, fazem um sucesso fora do comum.

Veja as novelas. Os reality shows. O que há de realidade nisso?

Tente enxergar nesses espelhos um mundo doente. Mas use o espelho da sua casa e veja o quanto você é mais simples. E que “O mais simples seja visto com o o mais importante

Ouça – “Uma coisa só” (Maninho)

Na lona…

“Fiz do mundo meu palco,
Do sol minha luz,
Pra fazer o meu circo,
Usei minha cruz,
De um pedaço de céu,
Fiz as lonas azuis,
Do céu, eu fiz, as lonas azuis,
Do céu, eu fiz, as lonas azuis.”
(Raul Gil)

Nunca um circo foi tão divertido. Drama. Comédia. Terror.Romance. Tudo isso circundou o grande espetáculo circense da noite que antecede estas horas em que escrevo.

"Tubinho e a mulher nota mil"

“Tubinho e a Mulher Nota Mil”, este, o título de nossa aventura.

Como foi? Não me pergunte, nem aos que estavam comigo. Acontece que, para o bem dos filhos de Deus, o próprio Senhor resolveu ser Tubinho e, Maria, a grande mulher.

Enquanto nos acomodávamos em nossos assentos, eis que uma forte ventania, carinho de Deus, invadiu o espaço teatral. A ansiedade aumentando, o cheiro e o gosto da pipoca, as mãos preciosas de “confeti”, o som, os corações unidos e, por fim o anúncio e a entrada triunfal do palhaço:

“Pedimos desculpas aos senhores, mas para vossa própria segurança, estamos cancelando a apresentação de hoje devido às condições do tempo.”

Fim do espetáculo? Jamais! O CIRCO estava armado! A chuva forte e o vento violento movimentavam a lona ameaçando derrubá-la. Esvaziamos rapidamente o local rumo a um pequeno espaço coberto por uma lona mais firme.

Estava apenas começando… Sem cessar, a chuva ia invadindo todas a brechas daquele lugar apertado. Alguns saíram com maior facilidade e prontidão, já que estavam com seus automóveis estacionados. Outros em pouco tempo localizaram suas ‘caronas’.

Nós ficamos a mercê de nossa pequena proteção improvisada. Tomamos coragem e banho, quando deixamos aquele pequeno forte e buscamos o local de saída. A chuva era assustadora. Ali ficamos. O vento forte trazia-nos a água. Encontramos outro lugar protegido, fechado, escuro, molhado. Ali ficamos.

Enquanto isso. A lona do circo sucumbiu. O teto caiu sobre a terra. E o céu tomou o lugar de lona, o manto da ‘mulher nota mil’ nos protegia.

Tomamos coragem. Saímos.

Encaramos o mundo fora dali. Deixamos os ‘Homos’ para sermos homens e mulheres de fibra, de força e firmeza.

Rumo à uma nova fortaleza. Histórias, risos, cachorros quentes e frios. Houve um que se perdeu na CURVA e acabou na cama.

Nem as torrentes das grandes águas conseguirão apagar esse amor. – Ouça Aqui

Vale a pena deixar-se ser amado por Deus. Ser cuidado. Abraçado. Protegido. E no final poder dizer: ‘O susto foi grande e você cuidou de mim tão bem’

Obrigado Senhor!

Passa, Tempo

Dá-me descobrir-te, Tempo
Eu que não te sondo no futuro
Te esmago no presente
Te me esfrego no passado à cara

Olho adiante, é algo pequeno, pobre
É frágil, simples
Mas me encanta e canta aos meus ouvidos: “Vem!”

Mas o Tempo, me segura, me controla
Me assola

Deus, Senhor do Tempo
Que horas são em teus recônditos?
Que fazes com o relógio de minha vida?

Ajusta-me os ponteiros do coração
Confio em ti. Esperarei ansiosamente

“Deus nunca tarda e nunca falha”

Que horas são, no seu coração?

Quando nos perdemos durante o dia e, sem reação, paramos, muitos de nós olhamos prontamente pra um relógio. Isso já nos remete ao que temos de fazer, quanto tempo nos resta…

Hoje convido você a se perguntar: “Que horas são no seu coração?”. É uma pergunta estranha, mas vale lembrar que, em diversos momentos da vida, nossos ponteiros pararam. E então ficamos sem parâmetros, sem rumo, sem chão.

Cada coração gira os ponteiros de uma forma. Uns mais lentos, outros mais rápidos. É preciso verificar se seu coração está apontando um horário que já passou. Como aqueles relógios que, quando acabam a bateria, apontam seis da manhã, quando já são nove da noite. Ou então, seu coração pode estar informando um horário muito adiantado.

Identifique que horas seu coração tem mostrado e peça a Deus que ele venha consertar os ponteiros, dar um novo ânimo, um novo sopro de vida (Ruahhh…), ou mesmo freá-lo E, assim, poderemos estar sempre no tempo certo, prontos pra para encarar todo o segundo que virá nos receber…

Garçom, uma Ice.

Garçom, uma ice, por favor. E assim surgiu em minha mesa um copo repleto de gelos. Ora, “é impossível encher meu copo com todas essas pedras dentro dele”. Fiz o teste. Peguei minha garrafa, virei. O líquido foi entrando pelos espaços, pelas brechas que os gelos deixavam. Em instantes o copo ficou cheio do líquido. E o líquido fazia o gelo sumir.

É mágica? Não, é Deus.

Não acredita em Deus? Colocou pedras de gelo em seu coração? Pois bem. Deus é capaz de tocar e adentrar os espaços mais desacreditados da sua vida.

“Pai, derrama sobre mim o Teu Espírito”. E a garrafa-Deus se inclina até você e te preenche.

Está vazio?. Arranque as pedras.

Dê uma chance pra Deus. Ele não decepciona.